Erros comuns ao usar cinto de segurança e como evitá-los
O cinto de segurança é uma das invenções mais simples e eficazes quando o assunto é proteção no trânsito. Mesmo assim, muitos motoristas e passageiros ainda o utilizam de forma incorreta, ou simplesmente deixam de usar, aumentando o risco de lesões graves e até mortes em colisões. Segundo registros recentes da Polícia Rodoviária Federal, apenas em 2024 foram flagradas 2.333 pessoas sem o dispositivo nas rodovias do Espírito Santo. Já na Bahia, o número de autuações cresceu 170% no período de janeiro a julho do mesmo ano.
Esses índices reforçam a urgência de falar não apenas sobre a obrigatoriedade legal, mas principalmente sobre os erros mais comuns ao usar o cinto de segurança e como corrigi-los. Afinal, a proteção começa pelo modo de usar, não só pela presença do equipamento.
A seguir, veja os principais equívocos no uso do cinto e como evitá-los para dirigir com mais tranquilidade no dia a dia, em trajetos para família, trabalho ou lazer.
Deixar o cinto de segurança frouxo
O cinto de segurança frouxo não protege como deveria porque permite que o corpo avance demais em uma colisão. Muita gente acredita que “travou, está seguro”, mas uma pequena folga já compromete o funcionamento do sistema de retenção. Conforme destaca a Agência Nacional de Transportes Terrestres em abordagens sobre acidentes, o corpo tende a ser lançado para frente em um impacto. Quando o cinto está folgado, a pessoa pode:
- bater no painel, volante ou banco da frente;
- sofrer lesões graves no tórax e na cabeça;
- ter maior risco de “efeito chicote”, afetando pescoço e coluna.
Como evitar
O correto é manter o cinto rente ao corpo, acompanhando peito e quadril, sem espaços que permitam deslocamento excessivo.
Se o carro tiver ajuste de altura, posicione a faixa superior um pouco acima do ombro, nunca no pescoço.
A sensação de desconforto ou o receio de amassar a roupa não justificam descuido. Como reforça o alerta do Detran-ES, a gravidade das lesões depende muito da eficiência do cinto, que só funciona corretamente quando está bem ajustado.
Colocar o cinto de segurança sobre o pescoço
Não, o cinto de segurança não deve passar pelo pescoço. Esse erro é mais comum do que parece e pode causar consequências sérias.
Quando a faixa superior fica sobre o pescoço (ou muito próxima da garganta), pode haver:
- cortes e lesões na região em caso de impacto;
- risco de asfixia se houver deslocamento forte do corpo;
- falha no funcionamento da retração do cinto.
Como evitar
A faixa superior deve cruzar o meio do ombro, sem encostar no pescoço.
- Em carros com regulagem, ajuste a altura para alinhar ao seu corpo.
- Em veículos sem regulagem, é possível usar guias de cinto aprovadas e compatíveis, sempre verificando a legalidade.
Inclusive, é preciso educar crianças e adolescentes sobre essa questão. Para saber como transportar crianças corretamente, o guia no blog da Unidas Seminovos traz orientações detalhadas, reforçando o uso de dispositivos adequados para cada faixa etária.
Deixar a faixa do cinto de segurança torcida
A faixa torcida reduz a eficiência do cinto porque distribui a força do impacto de forma irregular. Parece detalhe, mas é uma falha grave.
Torções e dobras podem causar:
- distribuição de força irregular, concentrando pressão nos pontos dobrados;
- aumento do risco de lesões, como marcas profundas e fraturas;
- perda de resistência, com risco maior de rompimento em colisões severas;
- desconforto no uso diário (o que incentiva ainda mais o uso incorreto).
Como evitar
Antes de sair com o carro, confira se a faixa está:
- totalmente estendida;
- reta;
- sem dobras e sem torções do início ao fim.
Esse cuidado deve entrar no checklist junto com ajuste de banco e retrovisores, principalmente em veículos usados por mais de um motorista.
Usar o mesmo cinto de segurança em duas pessoas
Não é permitido e é extremamente perigoso usar um cinto para duas pessoas. Em geral, isso acontece em trajetos curtos ou quando o veículo está lotado.
O problema é simples, o cinto foi projetado para reter uma única pessoa por assento, com um ponto de apoio e distribuição de força específicos.
Em caso de colisão, duas pessoas presas no mesmo cinto podem:
- sofrer esmagamento entre si;
- escorregar por baixo da faixa;
- ter lesões graves por compressão;
- aumentar o risco para outros ocupantes.
Como evitar
Cada ocupante deve ter seu próprio cinto ou sistema de retenção, mesmo criança, precisa do próprio sistema de retenção. E, se o veículo estiver lotado, a recomendação é aguardar outro transporte. Não ceder a pressa garante vidas e tranquilidade no trânsito.
Inclusive, para saber mais sobre práticas que garantem direção segura, o blog da Unidas Seminovos tem um conteúdo dedicado a esse tema em direção segura.
Não usar cinto de segurança no banco traseiro
Sim, o cinto de segurança no banco traseiro é obrigatório e salva vidas. Um dos mitos mais persistentes é achar que os assentos traseiros são “mais seguros”.
Na prática, passageiros sem cinto atrás podem ser projetados para frente e atingir quem está nos bancos dianteiros, aumentando a gravidade para todos dentro do veículo. De acordo com levantamento citado pela Polícia Rodoviária Federal, o uso do cinto no banco traseiro pode reduzir em até 44% o risco de morte.
Além disso:
- em capotamentos, as chances de sobrevivência caem drasticamente sem o equipamento;
- a multa e os pontos na CNH se aplicam mesmo com o ocupante no banco de trás;
- em carros de app e caronas, o risco continua o mesmo, e o cinto deve ser usado sempre.
Como evitar
O hábito correto é simples, todos colocam o cinto antes do carro sair, independentemente de onde estejam sentados.
Famílias com crianças precisam redobrar atenção. O uso do cinto “de adulto” nem sempre é adequado, e o correto é seguir as orientações do transporte de crianças com segurança, considerando idade, peso e altura.
Colocar a faixa abdominal sobre o estômago
A faixa inferior do cinto deve ficar sobre o quadril, e não sobre o abdômen. Esse erro é especialmente perigoso em pessoas de baixa estatura e em gestantes.
Quando a faixa fica na barriga, em caso de impacto, há risco de:
- lesões internas graves (fígado, baço, intestinos);
- hemorragias;
- maior gravidade do trauma abdominal;
- risco adicional em gestantes, com possível comprometimento do bebê e da mãe.
Como evitar
A faixa inferior deve ficar firme sobre a parte óssea do quadril.
Se o cinto estiver subindo para o abdômen:
- ajuste sua postura no banco;
- regule a altura do assento, se possível;
- reposicione o cinto antes de iniciar o trajeto.
Cada corpo exige pequenos ajustes, e isso é normal. O importante é não aceitar o posicionamento errado como “inevitável”.
Não usar o cinto de segurança em percursos curtos
Sim, é necessário usar cinto mesmo em trajetos rápidos. A frase “é rapidinho” é uma das mais perigosas no trânsito.
Estatísticas apontam que muitos acidentes acontecem perto de casa ou do trabalho, justamente em trechos urbanos e conhecidos, onde o motorista tende a relaxar a atenção. Segundo dados do Detran-ES, a maioria dos acidentes não registrados ocorre em vias urbanas, em percursos rotineiros. E é nesse cenário que o cinto se torna ainda mais decisivo.
Mesmo colisões em baixa velocidade podem causar lesões graves devido ao deslocamento súbito do corpo. Além disso:
- a fiscalização pode multar em qualquer trecho;
- o hábito de “não usar quando é perto” cria cultura perigosa;
- crianças e jovens replicam o comportamento do motorista.
Como evitar
Transforme em regra! Sentou-se no carro, colocou o cinto.
Para reforçar direção responsável e evitar infrações, é importante seguir a legislação atual. Um bom resumo e dicas sobre as regras estão disponíveis no artigo sobre leis de trânsito no site da Unidas Seminovos.
Outros descuidos frequentes ao usar cinto de segurança
Além dos erros acima, alguns hábitos também reduzem a proteção do cinto no dia a dia. Entre os principais:
não verificar o estado do cinto periodicamente (desgastes, desfiados ou falhas no sistema de retração);
- acomodar objetos pesados ou volumes sobre o cinto, alterando sua performance;
- ignorar a necessidade de substituir cintos danificados ao adquirir veículos seminovos;
- deixar pets soltos no banco, podendo interferir no funcionamento do cinto em acidentes.
Aqui, vale lembrar, segurança não é só uma preocupação no momento da compra, é um cuidado diário.
Consequências do uso incorreto do cinto
Usar o cinto errado pode ser quase tão perigoso quanto não usar. E as consequências vão além da infração.
Quando o cinto é negligenciado ou mal posicionado, o resultado pode ser:
- aumento significativo do risco de lesões graves ou fatais, mesmo em acidentes leves;
- penalidades administrativas: multa grave, perda de pontos na CNH e apreensão do veículo;
- restrições ao seguro: seguradoras podem negar cobertura se houver descuido comprovado;
- prejuízo coletivo: ocupantes sem cinto podem atingir outras pessoas dentro do veículo durante o impacto.
Como mostram os dados dos órgãos oficiais e pesquisas recentes, pequenas falhas na forma de se proteger têm consequências sérias para todos. Por isso, o correto é fazer do cinto um aliado constante, ajustando, conferindo e orientando quem estiver ao lado, colaborando para um trânsito mais seguro e com menos vítimas.
Se a intenção é ter segurança e conforto no dia a dia, vale reparar nos pequenos detalhes, corrigir vícios antigos e participar ativamente da construção de um trânsito menos violento. Afinal, quem se cuida e orienta os demais colhe mais tranquilidade e reduz riscos a cada viagem.
Quer saber como garantir uma condução ainda mais segura em seu novo seminovo? Visite a Unidas Seminovos, descubra a qualidade dos veículos revisados e encontre dicas para cuidar de seu próximo carro desde o primeiro trajeto.

Cinto de segurança: sua vida em primeiro lugar
Perguntas frequentes sobre uso do cinto de segurança
Quais erros comuns ao usar o cinto?
Os principais erros incluem manter o cinto frouxo, passar a faixa sobre o pescoço, deixar a faixa torcida, usar um mesmo cinto para duas pessoas, não o utilizar no banco traseiro, posicionar a faixa abdominal sobre o estômago e não usar o cinto em trajetos curtos. Todos esses hábitos aumentam significativamente o risco de lesões em caso de acidente.
Como ajustar corretamente o cinto de segurança?
O ajuste ideal envolve manter a faixa superior cruzando o meio do ombro, sem tocar o pescoço, e a faixa inferior ajustada sobre o quadril, nunca sobre o abdômen. O cinto deve ficar reto e rente ao corpo, sem folgas ou torções, com possível ajuste de altura se o veículo permitir.
Por que é importante usar o cinto no banco traseiro?
O uso do cinto no banco traseiro reduz em até 44% o risco de morte para seus ocupantes, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. Passageiros sem cinto podem ser projetados para frente em caso de colisão, causando ferimentos em si mesmos e em quem está nos bancos dianteiros.
O cinto de segurança pode machucar em acidentes?
Sim, o cinto pode causar pequenas lesões superficiais, mas elas são muito menos graves do que os ferimentos causados pela ausência do equipamento. O uso correto minimiza esses riscos, já que o cinto foi projetado para distribuir as forças do impacto nas partes mais resistentes do corpo.
Crianças podem usar cinto de adulto?
Não, crianças devem sempre ser transportadas em cadeirinhas ou assentos de elevação apropriados para idade, peso e altura. O cinto de adulto só é seguro para crianças maiores, e mesmo assim precisa estar corretamente ajustado.
