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depreciação de veículos

Depreciação de veículos: como fazer o cálculo em carros usados?

Diferentemente de outros bens, como imóveis e terrenos, os carros tendem a sofrer uma desvalorização com o passar do tempo. O nome dado a essa situação é depreciação de veículos, ou seja, ao longo dos anos, o valor do automóvel tende a diminuir. Esse é um fator muito importante a ser considerado, seja por quem quer comprar um veículo ou por quem deseja vender.

Para poder fazer a negociação da melhor forma possível, é importante entender como funciona a depreciação, o que é considerado para calculá-la e, assim, saber o preço adequado para o veículo que será negociado. Por isso, elaboramos este texto. Acompanhe a leitura para tirar todas as suas dúvidas!

O que é a depreciação de veículos?

Como dito, os automóveis sofrem uma desvalorização com o tempo. O principal fator está ligado ao fenômeno natural de desgaste de peças. Ou seja, é normal que algumas partes do veículo fiquem gastas ao longo dos anos, em especial aquelas partes da mecânica do automóvel.

É importante notar que existem alguns carros que sofrem menos com a desvalorização do que outros. Isso acontece porque, apesar de o desgaste das peças ser o principal motivo da depreciação, outros fatores também influenciam na queda do valor. Acompanhe, a seguir, algumas das principais causas dessa depreciação:

  • tempo de fabricação ou ano de modelo: quanto maior o tempo de uso, maior tende a ser a desvalorização. Dessa forma, é comum que nos dois primeiros anos de vida o veículo tenha uma queda de até 20% em seu valor. Em seguida, a desvalorização diminui, variando para menos de 5% ao ano;
  • opcionais ou tecnologia ultrapassada: quanto menos recursos o carro tiver, maior será sua desvalorização. Além disso, se ele contar com opcionais ou tecnologias ultrapassadas, também haverá uma redução no valor, principalmente por conta da dificuldade de manutenção e troca dessas peças;
  • histórico de acidentes: outro fator importante é o histórico do carro com os donos anteriores. Se ele apresenta sinais de acidentes, na lataria ou pintura, isso gera desvalorização do veículo, principalmente se houver necessidade de trocar peças. Por isso, quem tem intenção de vender um veículo seminovo precisa manter o carro bem conservado;
  • quilometragem: o quanto o carro é rodado também é outro fator essencial na avaliação do veículo. Quanto maior for a quilometragem do carro, maior será sua depreciação, pois isso representa maiores desgastes das peças;
  • origem: nem sempre as pessoas prestam atenção, mas a origem e o modelo do carro também influenciam bastante em seu valor. Nesse sentido, carros fabricados no Brasil tendem a ser mais baratos, pois a manutenção e a reposição de peças é mais fácil.
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Qual a influência da tabela Fipe no valor do carro?

A tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é uma das principais referências para avaliar o valor de um carro no Brasil. Todos os meses, os dados da tabela são atualizados considerando pesquisas de mercado realizadas pela Fundação.

É comum que, ao negociar um veículo, tanto comprador quanto o vendedor façam uma busca do seu valor na Fipe. Para calcular a depreciação do veículo por meio da tabela, basta entrar no site da fundação e colocar os dados do carro que deseja consultar. Será possível fazer uma média da desvalorização, tendo a taxa de depreciação.

Apesar de ser um bom norteador, é importante compreender que a Fipe não define o preço pelo qual os carros devem ser vendidos. Ela é uma referência de mercado, mas não leva em conta as particularidades de cada veículo nem as condições de negociação. Por isso, é importante prestar atenção também em outros critérios, como os citados no item anterior.

depreciação de veículos

Como calcular a depreciação?

Agora que você já sabe o que faz com que os carros sofram uma depreciação com o passar do tempo e a principal tabela referencial para notar como está o mercado, é hora de compreender como avaliar a depreciação de veículos na prática.

É importante compreender que não existe um cálculo exato para analisar a desvalorização, pois são inúmeros os fatores que podem influenciar esse cálculo. Contudo, é possível considerar algumas questões básicas para essa análise.

Comparação com carros novos

Imagine que você quer saber a depreciação de um veículo que saiu da concessionária há cinco anos. Uma das maneiras de ter uma ideia aproximada é dividir o valor do automóvel 0km por cinco para saber o valor anual de depreciação. Depois disso, divida o valor final por 12 para ter a noção mensal.

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O resultado obtido indica que, a cada mês, o automóvel desvaloriza o valor obtido. Esse é um cálculo bastante básico e que serve apenas para ter uma referência. Outros aspectos, como a conservação do veículo e a procura de mercado, devem ser considerados para ter uma noção mais precisa.

Analise o valor na Fipe

A tabela Fipe, como dissemos, é uma excelente referência para o valor de carros seminovos e usados. É importante utilizá-la para ter uma noção dos valores básicos praticados no mercado. Ao analisar a variação de preços de determinado modelo ao longo dos anos, é possível ter uma noção de sua média de desvalorização. Confira o exemplo a seguir com o Ford Ka+ 2015:

  • em 2016, após um ano, o valor do carro estava em R$42.852;
  • no ano seguinte, 2017, houve uma queda, chegando ao preço de R$38.949;
  • já em janeiro de 2018, o valor passou para R$36.661.

Dentro desse cenário, podemos calcular o percentual de depreciação do veículo por meio da fórmula:

(ano anterior – ano seguinte) / ano anterior x 100

No caso de nosso exemplo, de 2016 a 2018, o modelo apresentou uma depreciação de 14,44%.

Como foi possível notar, compreender como funciona a depreciação de veículos é fundamental para quem busca comprar ou vender um carro seminovo. Além das análises que apresentamos, é fundamental contar com uma boa concessionária de veículos, como a Unidas Seminovos que, com toda a experiência e mais de 100 lojas em todo o Brasil, ajuda você a vender seu seminovo de forma rápida e por um bom preço!

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